Aprasc diz que diária não é reajustada há dez anos
A Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc) tem alertado as autoridades acerca da condição de trabalho dos policiais e bombeiros militares em épocas da "Operação Veraneio", solicitando providências e um planejamento no sentido de propiciar aos policiais e bombeiros uma condição remuneratória digna, que supra suas necessidades mínimas.
Elisandro Lotin de Souza, presidente da Aprasc região Norte, informa que o valor da diária paga pelo Estado ao militar em serviço continua sendo a mesma paga no ano de 2003, ou seja, apenas R$ 100. Com este valor o militar deverá pagar combustível, alimentar-se, e custear a diária de uma residência em caso de locação, já que devido a distância de suas cidades de origem, muitos militares não tem alternativa, a não ser, ficar nas praias e balneários onde estão designados para exercer o trabalho, que é de 12 horas por dia.
Na opinião do presidente de Elisandro, o Estado já deveria ter agilizado o reajuste na diária paga ao profissional, pois é uma antiga reivindicação da Associação de Praças de Santa Catarina. A Aprasc entende que não basta reconhecer o brio e o empenho dos servidores de segurança pública no tocante ao desempenho excelente de sua missão. É preciso respeitar, valorizar e principalmente remunerar dignamente os trabalhadores bem como fazer valer na prática aquilo que se prega com a retórica.
Se persistir o valor atual da diária e as condições desumanas de trabalho nas praias, a Aprasc vai intensificar a campanha contra a "Operação Veraneio", alertando os praças dos prejuízos financeiros e físicos desse trabalho e denunciando na mídia estadual e nacional as péssimas condições de trabalho, para que os turistas que pretendem visitar Santa Catarina saibam como o Governo trata os responsáveis pela segurança nas praias.
Colaboração: Alain Rezini



